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JUVENAL DIAS

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Onde havia música erudita, lá estava Juvenal Dias

Juvenal Dias da Silva (1908-1994) foi um dos protagonistas da cena musical de Belo Horizonte, atuando como músico, maestro, professor e promotor cultural ao longo de mais de 70 anos. Flautista de formação, iniciou seus estudos com José Wellerson Nogueira da Gama e, em 1925, tornou-se o primeiro aluno matriculado no curso de flauta do Conservatório Mineiro de Música, na classe do professor Fausto Assunção.


Sua carreira profissional começou aos 13 anos, em 1921, tocando na sala de espera do cinema Gomes Nogueira, onde trabalhou até 1929. Juvenal atuou em várias orquestras e conjuntos musicais, incluindo a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra da Universidade Federal de Minas Gerais. Ingressou na Rádio Inconfidência em 1938, onde participou de orquestras diversas, como a de dança, melódica, de salão e sinfônica, além de dirigir um regional.


Juvenal também foi um dos pioneiros na organização cultural da cidade. Fundou a Sociedade Coral de Belo Horizonte e foi diretor da Sociedade Mineira de Concertos Sinfônicos, ambas responsáveis por inúmeras apresentações artísticas e pela promoção da música erudita na capital mineira. Durante as décadas de 1980 e início de 1990, ministrou cursos de flauta transversal no Centro de Formação Artística do Palácio das Artes, formando novos músicos.


A atuação de Juvenal no rádio e no cinema mudo foi igualmente marcante. Na era do rádio ao vivo, trabalhou nas rádios Inconfidência, Mineira e Guarani, onde contribuiu para programas de auditório, música de salão e apresentações de ópera. Em recortes da época, seu nome é frequentemente citado como destaque entre os flautistas. Duarte (2001) menciona que a orquestra de salão da Rádio Inconfidência contava com formações orquestrais robustas, onde Juvenal se destacou como único flautista nomeado em diversas ocasiões.


O músico também teve papel ativo na transição histórica das formações musicais da cidade. A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, fundada em 1977, absorveu o legado da Sociedade Mineira de Concertos Sinfônicos, da qual Juvenal foi integrante e diretor. Ele é lembrado como um dos grandes nomes da música mineira, não apenas por sua habilidade técnica como flautista e clarinetista, mas também por sua dedicação à promoção da cultura musical em Belo Horizonte.


A Sala Juvenal Dias foi inaugurada em 1993, ocupando o espaço do foyer inferior do Palácio das Artes. 

Acervo Fundação Clóvis Salgado. Fotógrafo: Paulo Lacerda

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