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A história dos que fizeram história

Em 2025, o Palácio das Artes, um dos principais marcos culturais de Belo Horizonte e de Minas Gerais, abre suas portas à mostra Espaço, Memória, Cultura e Patrimônio. Mais do que uma retrospectiva, essa exposição convida o público a uma imersão sensível em sua trajetória, revelando o Palácio como um organismo vivo, moldado ao longo do tempo por artistas, gestores, trabalhadores e espectadores.

A proposta é uma reflexão sobre como o espaço físico se entrelaça com as memórias e experiências de homens e mulheres que, em diferentes conjunturas históricas, participaram de sua concepção, construção, gestão e programação, tornando-se parte indissociável de seu patrimônio. Percorrer esse mosaico de narrativas é reconhecer a história política e cultural de Belo Horizonte e de Minas Gerais — uma trajetória na qual a criação do Palácio não apenas impactou o cenário cultural, mas também ressignificou a ideia de cidade, modernidade e pertencimento.

Inspirada na célebre máxima de que os indivíduos fazem sua própria história, mas não sob circunstâncias de sua escolha, a exposição revela como o Palácio das Artes foi moldado por ações humanas concretas, condicionadas por contextos sociais e políticos específicos. Sua história é fruto de escolhas, desafios e conquistas que o consolidaram como espaço de formação, experimentação e encontro.

A curadoria destaca a diversidade de trajetórias que se cruzam nos espaços nomeados do Palácio. Entre os homenageados, figuram personalidades como Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Clóvis Salgado, Guignard, Arlinda Corrêa Lima, Amilcar de Castro, Mari’Stella Tristão, João Ceschiatti, João Etienne Filho, Humberto Mauro, Juvenal Dias, Genesco Murta e Pedro Moraleida. Mais do que referências em suas áreas, suas histórias revelam percursos singulares, marcados por contextos e escolhas que ajudaram a construir o Palácio como o conhecemos hoje. Seus nomes inscritos em bustos, placas e paredes não são apenas homenagens: são pontos de partida para compreendermos como o espaço foi sendo continuamente transformado.

A mostra se desdobra em duas plataformas: a exposição física, com sinalizações e QR Codes que aprofundam os conteúdos a partir das trajetórias dos homenageados, e o site do projeto, que reúne textos e imagens resultantes da pesquisa.

Espaço, Memória, Cultura e Patrimônio reafirma o Palácio das Artes como um centro cultural em constante transformação, no qual passado, presente e futuro se encontram. Ao revisitar essas memórias e lançar novos olhares sobre os personagens que ajudaram a construir esse patrimônio, a exposição propõe uma escuta sensível às vozes que ecoam em seus corredores e convida o público a se reconhecer também como parte dessa história viva da cultura mineira.

Vidas que transformaram, vidas que se entrelaçaram

A história do Palácio das Artes pode começar com a utopia modernista do então prefeito Juscelino Kubitschek, que encomendou, em 1941, um teatro municipal ao jovem Oscar Niemeyer. A obra, porém, só ganharia corpo décadas depois. Durante os anos de paralisação, JK, Niemeyer e o escultor Alfredo Ceschiatti voltaram-se à construção de Brasília.


A retomada das obras só ocorreu nos anos 1960, com o projeto reformulado por Hélio Ferreira Pinto, graças à intervenção de Israel Pinheiro, então governador, e Clóvis Salgado, vice-governador e figura-chave da cultura nacional. Clóvis, que também foi ministro da Educação e Cultura, captou recursos para a conclusão do complexo cultural.


Nos anos 1980, Niemeyer propôs instalar a Escola Guignard no Parque Municipal, mas o projeto não avançou. Ainda assim, a escola permaneceu provisoriamente no Palácio, onde Guignard já havia transformado o entorno em sua sala de aula. Mestre da paisagem, ele deixou um legado pedagógico e artístico, seguido por nomes como Arlinda Corrêa Lima e Amilcar de Castro. Arlinda foi pioneira na arte-educação para crianças com deficiência; Amilcar se destacou como escultor e diretor da Guignard.


Arlinda também colaborou com Mari’Stella Tristão, sua colega na escola de Helena Antipoff. Mari’Stella, artista e gestora, tornou-se a primeira curadora do Palácio e criou a Feira de Artesanato da Afonso Pena, integrando o espaço cultural à vida urbana.


João Ceschiatti, irmão de Alfredo, e João Etienne Filho também deixaram marcas: o primeiro no Teatro do Sesi, o segundo entre o jornalismo, a literatura e o teatro, incentivando jovens escritores. 


Sem vínculos diretos com os demais, Humberto Mauro e Juvenal Dias encontraram no Palácio uma morada simbólica. Mauro, pioneiro do cinema, foi inspiração para as gerações seguintes. Dias, flautista e professor, ensinou gerações no centro de formação do Palácio.


Por fim, duas trajetórias opostas: Genesco Murta, impressionista isolado e esquecido, e Pedro Moraleida, artista contemporâneo precoce, cuja curta vida resultou em um legado poderoso e perturbador.


Essas vidas ajudaram a moldar a identidade cultural de Belo Horizonte. No Palácio das Artes, seus caminhos seguem reverberando em cada parede, palco e gesto criativo.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa do projeto Espaço Memória, Cultura e Patrimônio – Palácio das Artes seguiu abordagem bibliográfica e documental, com foco na história do Palácio das Artes e nas personalidades que nomeiam seus espaços. Foi uma investigação qualitativa e exploratória, baseada em fontes primárias e secundárias, visando compreender a relevância histórica e cultural dos homenageados e suas relações com o equipamento cultural.


O processo envolveu consulta a bibliografias, biografias, registros institucionais, arquivos históricos, jornais, entrevistas, fotografias, materiais audiovisuais, cartas e documentos diversos. Essa metodologia permitiu construir um panorama consistente sobre as contribuições dos homenageados para a memória e identidade do Palácio das Artes.


Foram pesquisados acervos públicos e privados localizados principalmente em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os principais: Academia Mineira de Letras, Arquivo Público Mineiro, MAP, Fundação Clóvis Salgado, UFMG, UEMG, MIS-BH, Instituto Pedro Moraleida, Rede Minas, Instituto Amilcar de Castro, MIS-RJ, Arquivo Nacional, FUNARTE, Projeto Portinari, Cinemateca Brasileira, Pinacoteca de SP, IEB-USP, entre outros.


A análise desse material foi essencial para revelar a trajetória do Palácio das Artes e sua importância como polo cultural, conectado a artistas e instituições fundamentais da história brasileira.

DIREÇÃO DE PROJETO E PRODUÇÃO

Lilian Nunes (Coreto)

Gabriela Santoro e Daniela Savoi (Vertentes)

EDIÇÃO DE CONTEÚDO CURATORIAL

Marconi Drummond (Cápsula Cultura)

EXPOGRAFIA E COMUNICAÇÃO VISUAL

Hardy Design

SUPORTE PARA DESENVOLVIMENTO DE PROJETO

ARQUITETÔNICO E EXPOGRÁFICO

Luis Gustavo Vieira (ObjDesign)

ELABORAÇÃO E COORDENAÇÃO DE PROJETO

Aline Tavares (Bravo!)

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Sirlene Magalhães

ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO

Daniella Lages (Danada Produções)

Erika Ziller (Arreda Produções)

PESQUISA ICONOGRÁFICA E BIBLIOGRÁFICA

Nathalia Lambert

ASSISTÊNCIA DE PESQUISA E ELABORAÇÃO TEXTUAL

Cyro Viegas de Oliveira (Sacy)

DESIGN GRÁFICO E SITE

Dila Puccini (Patuá.cc)

ASSISTÊNCIA FINANCEIRA

Ruth-Léa Amaral

ASSISTÊNCIA ADMINISTRATIVA

Breno Amaral e Imaculada Soares

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Cristiane Gazzinelli Miranda

Equipe

ACERVO DA CINEMATECA BRASILEIRA, ACERVO DA FAMÍLIA JURACY GUERRA, ACERVO DA FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL — BRASIL, ACERVO DO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, ACERVO DO ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO, ACERVO DO ARQUIVO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL, ACERVO DO CENTRO DE PESQUISA E MEMÓRIA DO TEATRO DO GALPÃO CINE HORTO, ACERVO DO JORNAL DO BRASIL, ACERVO DO MUSEU HELENA ANTIPOFF / FUNDAÇÃO HELENA ANTIPOFF, ACERVO DO MUSEU HISTÓRICO ABÍLIO BARRETO/FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA, ACERVO DA ESCOLA GUIGNARD – UEMG, ACERVO DO ESPAÇO MEMÓRIA VALE, ACERVO FOTOGRÁFICO DA COLEÇÃO MEMÓRIA DA ALMG, ACERVO DA FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO, ACERVO DO JORNAL ESTADO DE MINAS, ACERVO DO MUSEU CASA GUIGNARD / DIRETORIA DE MUSEUS / SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DE MINAS GERAIS, ACERVO DO MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA, ANDRÉ DI MAURO, ARQUIVO NACIONAL, ARQUIVO OTTO LARA RESENDE/ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES, ARQUIVO PÚBLICO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE — APCBH, CILDO MEIRELES, JOÃO ETIENNE — ACERVO DA FAMÍLIA / CLARA ARREGUY, FOLHAPRESS, FUNARTE / CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA, FUNDO CORREIO DA MANHÃ, INSTITUTO AMILCAR DE CASTRO, INSTITUTO PEDRO MORALEIDA BERNARDES, PERCIVAL TIRAPELI — ACERVO DIGITAL UNESP, TEMPO COMPOSTO, TYBA, UN PHOTO, VALÉRIA MAURO.

 

(*) FORAM EMPREENDIDOS AMPLOS E EXAUSTIVOS ESFORÇOS PARA IDENTIFICAR E LOCALIZAR OS CEDENTES E/OU DETENTORES DOS DIREITOS AUTORAIS E DE USO DOS ACERVOS EXPOSTOS. NO ENTANTO, ALGUNS DELES NÃO FORAM IDENTIFICADOS ATÉ A DATA DE LANÇAMENTO DO PROJETO. ⁠CASO VERIFIQUE NESTE ACERVO ALGUMA IMAGEM DE SUA PROPRIEDADE E SEJA O LEGÍTIMO DETENTOR DOS DIREITOS, SOLICITAMOS, POR GENTILEZA, QUE ENTRE EM CONTATO IMEDIATO COM A CORETO CULTURAL PARA AS DEVIDAS REGULARIZAÇÕES.

Cessão de Acervo

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VISITE O PALÁCIO DAS ARTES

Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte, MG.

Terça a sábado: 9h30 às 21h

Domingo e feriado: 17h às 21h

CONTATO

(31) 3236-7400

mediacao@fcs.mg.gov.br

SITE OFICIAL

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